terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Ministério da Saúde libera R$ 225 milhões para construir 880 postos de saúde


O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, assinou nesta terça-feira (22) a liberação de R$ 225,4 milhões para a construção de 880 postos de saúde em 779 cidades do país. Cada unidade básica de saúde (UBS) vai custar entre R$ 200 mil e 400 mil.

Segundo o ministério, a criação destes postos está dentro do Plano Nacional de Implantação de Unidades Básicas de Saúde, que prevê investimento total de R$ 330 milhões até o ano que vem. Mais 200 devem ser anunciadas nas próximas semanas. As UBS são preparadas para receber as equipes de Saúde da Família, que dão assistência básica à população.

O dinheiro será destinado somente para a infraestrutura básica. Os municípios ficarão responsáveis pela compra dos equipamentos. “Quando o município adere ao programa, assume formalmente o compromisso conosco. Preocupação quanto ao equipamento, é uma preocupação menor, porque é de baixo custo, basicamente mobiliário”, disse ao G1 o secretário de Atenção à Saúde do ministério, Alberto Beltrame. Caso os municípios não executem o combinado com o órgão, o dinheiro terá que ser devolvido.

O início da operação também depende dos municípios. De acordo com Beltrame, a maioria deve estar funcionando ainda em 2010, mas o cronograma de execução de cada UBS só será apresentado durante o recebimento das verbas por parte do município.
O secretário reconhece que há um déficit no número de UBS funcionando, mesmo sem conseguir estimar um número para tal. “Ainda existe um déficit que temos que trabalhar. Em torno de 60% de equipes de Saúde da Família têm estrutura precária”, disse.


Uma pesquisa feita por uma universidade do Rio em 4.986 municípios, divulgada pelo ministério, mostra que a redução da taxa de mortalidade infantil é mais acentuada onde o programa Saúde da Família atua. De acordo com o levantamento, foram evitadas 5,4 mortes em cada mil crianças com menos de um ano.

G1

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Curso de aperfeiçoamento para agentes comunitários de saúde



A Prefeitura de Petrolina, através da Secretaria de Saúde, promoveu, durante todo o dia de ontem (3), no Centro de Convenções de Petrolina, uma palestra sobre Ética e Motivação.

O debate, direcionado para 250 Agentes Comunitários de Saúde, foi ministrado pela psicóloga Margareth Campos, que falou sobre Ética e o Consultor e Mestre Thusnalde Pinheiro, sobre Motivação. O curso foi aberto pela Secretária de Saúde, Kátia Simoni, pela Gerente do Senac (Petrolina), Simone Maia e pela Diretora de Atenção Básica, Sátira Cavalcanti.

Além das palestras forma feitas apresentações de slides, vídeos e técnicas de ética e motivação. A partir de hoje, 04, os Agentes irão participar, de aulas de saúde coletiva, saúde da mulher, primeiros socorros, informática , organização e método de trabalho do agente de saúde, que serão ministradas no Sesi e no Senac. Também serão oferecidas oficinas de atendimento humanizado, automaquiagem, produção pessoal, ginástica laboral.

Taisa Alencar / Josélia Maria

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Petrolina participa do Dia Mundial de Luta Contra a Aids


A Prefeitura de Petrolina, através da Secretaria de Saúde, com o apoio do Ministério da Saúde, realizaram, durante esta terça-feira (1), atividades que marcaram o Dia Mundial de Luta Contra a AIDS, que este ano teve como tema: Viver com Aids é possível, com preconceito não.

Das 7h às 16h30, o Espaço Vida ficou aberto a toda a população, realizando Teste rápido para diagnóstico de HIV. Durante todo o dia foram atendidas 180 pessoas. Ultrapassando a meta estabelecida, que era de 120 atendimentos. “A campanha foi um sucesso, especialmente pela diversidade do público atendido, pois tivemos usuários de várias idades, que iam dos 18 aos 80 anos”, comemorou a Coordenadora do Programa DST/AIDS do Município.

Sobre a campanha:

A campanha para o Dia Mundial de Luta Contra a AIDS deste ano tem como foco principal, mostrar que pessoas infectadas podem ter uma vida normal, como qualquer um, sem que o seu dia a dia seja afetado, desde que se faça o tratamento e acompanhamento médico adequado.

A campanha faz esse alerta, porque até hoje pessoas que têm o vírus sofrem preconceito. E para que se tenha uma vida com qualidade, não basta apenas o tratamento. É preciso que se tenha, também, qualidade na vida social, através do contato e da aceitação da sociedade.

Portadores do HIV ainda sofrem com o estigma

Embora o tratamento esteja cada vez mais avançado, o diagnóstico de HIV afasta as pessoas do trabalho e prejudica os pacientes com o vírus. A constatação é de uma pesquisa feita pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e divulgada ontem pelo Ministério da Saúde. Foram entrevistados 1.260 soropositivos que tomam antirretrovirais.

Um dos resultados mais importantes do levantamento foi o contraste entre as condições clínicas dos pacientes e o prejuízo decorrente do diagnóstico para a vida social. A maior parte dos pacientes (65%) declarou se sentir em boas ou ótimas condições de saúde, índice até maior do que na população em geral (53%). Apesar disso, 36,5% relataram que a situação financeira piorou após o diagnóstico e 20% disseram ter perdido o emprego. Conclusão: o estigma da doença é, hoje, mais prejudicial do que as condições clínicas decorrentes dela.

Infectologistas ouvidos pela reportagem afirmam que, com a evolução do tratamento da Aids, a doença não faz com que a pessoa perca a capacidade de trabalho. “O que pode estar acontecendo é que algumas pessoas requerem aposentadoria ou afastamento em função do transtorno psíquico’’, afirma o infectologista da Unifesp Ricardo Sobhie Diaz. Outra explicação está na discriminação por causa da doença. “Muitos pacientes me dizem que existe preconceito e têm medo de que o convênio médico mande o resultado de exames para a empresa’’, conta Rosana del Bianco, infectologista do Instituto Emílio Ribas.

De acordo com Célia Landmann, coordenadora da pesquisa, outra explicação pode estar relacionada ao receio dos pacientes de se exporem: como precisam se ausentar para pegar medicamentos e ir a consultas médicas, pessoas com Aids acabam deixando o trabalho para não dizerem que têm um problema de saúde. Outro indicador do estigma social da Aids é o fato, apontado pela pesquisa, de 17% dos pacientes não terem contado aos seus familiares que são portadores do vírus e de 33% não terem falado aos amigos. Apesar do preconceito, a maioria dos pacientes tem uma avaliação boa dos serviços médicos oferecidos pelo SUS.

Com base nos dados da pesquisa, o ministério lançou uma campanha com o slogan “Viver com Aids é possível. Com o preconceito, não’’. Uma das principais peças é um vídeo em que um rapaz soropositivo dá um beijo em uma garota sem o vírus. Transmitido por via sexual, o HIV não passa de uma pessoa para outra pela saliva. Ontem foi lembrado o Dia Mundial da Luta Contra a Aids, e cidades de todo o País destacaram através de atos ou símbolos a data.(Folha de Pernambuco)

domingo, 29 de novembro de 2009

Unimed VSF oferece exames no Projeto Colmeia


A Unimed Vale do São Francisco ofereceu, nesta sexta-feira (27), exames de tipagem sanguínea, teste de glicemia e aferição de pressão arterial durante o Projeto Colmeia – Feira de Saúde e Cidadania, uma ação promovida pelo SESC Petrolina das 08h às 14h na Rua Pacífico da Luz, centro da cidade. Durante o evento, cerca de 150 pessoas foram atendidas no estande da Cooperativa Médica, que há 5 anos vem participando da ação.

Além da Unimed VSF, várias empresas da região também firmaram parceria com o SESC na realização do Projeto, oferecendo à população serviços de odontologia preventiva, atendimento oftalmológico, palestras sobre educação ambiental, emissão de documentos, orientação jurídicas e sobre cidadania, massagens terapêuticas, realização de rapel, cortes de cabelo, exames de média complexidade e orientação nutricional. Para as crianças, havia também contação de histórias na Biblioteca do Sesc.


Carlos Laerte, Jornalista e Poeta

sábado, 28 de novembro de 2009

Número de ex-fumantes supera o de fumantes

O número de ex-fumantes já é maior do que o de fumantes no País. Entre a população brasileira adulta, 17,2% fumam - o que equivale a 24,6 milhões de pessoas -, enquanto 26 milhões pararam de fumar, a maioria há mais de dez anos. É o que mostra a primeira Pesquisa Especial Sobre Tabagismo (Petab), divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e que traça um perfil completo do consumo de tabaco no Brasil.

O número aparentemente favorável aos esforços antitabagistas vem acompanhado de outros que mostram a dificuldade de abandonar o vício. Mais da metade dos fumantes (52%) afirma que quer parar. No entanto, quando questionados quando abandonarão o cigarro, apenas 7% responderam que o fariam no próximo mês. Pouco mais de 81% dos entrevistados querem parar um dia ou não estão interessados em fazê-lo.

“Um dos desafios é ampliar a oferta de tratamento. Mais da metade deseja parar e não encontra aspecto terapêutico”, disse o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, que participou da divulgação da pesquisa.

Este é o estudo mais completo já realizado sobre o número, perfil e hábitos dos fumantes no Brasil. O IBGE, em parceria com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), entrevistou 51 mil pessoas de 851 municípios durante a Pesquisa Nacional de Amostra Domiciliar (Pnad). Parte do levantamento foi financiada por organismos internacionais e está sendo aplicada em outros 13 países.

No Brasil, 9 em cada 10 fumantes (88%) fumam diariamente, enquanto cerca de 12% são usuários ocasionais. Seis em cada dez acendem o primeiro cigarro até meia hora depois de acordar, o que é sinal de alta dependência. Mais de um terço dos entrevistados consome de 15 a 24 cigarros por dia, o equivalente a uma carteira. Por outro lado, quase 65% da população nunca fumou.

Os fumantes são predominantemente homens. São 14,8 milhões contra 9,8 milhões de mulheres, o que equivale a 21% da população masculina e 13% da feminina. A maioria dos que fumam (78%) tem entre 25 e 64 anos e a maior parte deles (32% das pessoas entre 20 e 34 anos) começou a fumar entre os 17 e 19 anos. Proporcionalmente, fuma-se mais na área rural (20,4%) do que na urbana (16,6%).(Folha de Pernambuco)

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Prefeito Julio Lóssio ministra palestra para agentes comunitários de saúde



Por J.Menezes / Josélia Maria

Problemas de acuidade visual como miopia, hipermetropia e astigmatismo são responsáveis pela cegueira em 153 milhões de pessoas no mundo. Os dados são da Organização mundial de Saúde (OMS). Esse foi o tema de uma palestra ministrada pelo oftalmologista e prefeito de Petrolina Julio Lóssio (PMDB) para agentes comunitários de saúde no auditório no Senac em Petrolina no último dia 25.

De acordo com o gestor municipal, a proposta de capacitação para triagem de problemas de refração visual, integra o contexto do curso de aperfeiçoamento aos agentes comunitários de saúde, lançado pelo prefeito no início do mês na Associação dos Agentes Comunitários de Saúde – ACOSAP, do qual participam 400 pessoas. “O momento é de prepararmos os nossos agentes de saúde para que se estejam informados sobre a rotina dos serviços de saúde, até porque com o avanço da idade é fundamental fazer a prevenção e assim garantir um envelhecimento ativo e saudável”, ressaltou.

Julio Lóssio explicou que, os problemas visuais principalmente os relacionados à refração, são comuns e freqüentes na população com idade igual ou superior a 60 anos. Se não forem corrigidos, dificultam e impedem o desenvolvimento de atividades cotidianas, aumentam os riscos de acidentes nessa população que apresenta fragilidades, em decorrência de outras situações. O surgimento de doenças crônico-degenerativas, limitações de mobilidade, são exemplos.

Munidos de informações sobre os problemas visuais mais comuns, os agentes podem orientar as pessoas a procurar o serviço de saúde especializado. Após o contato com os agentes, a população também pode multiplicar as informações e assim contribuir com a redução da cegueira no município.

Fonte: ASCOM-PMP